Projeto mundial vai criando forma

Fonte: Lusojornal
Por: Clara Teixeira

A Federação Associativa da Diáspora – FAD, uma plataforma interassociativa a nível mundial que junta 26 estruturas associativas e clubes da diáspora portuguesa espalhada pelo mundo, foi constituída em agosto de 2014. Paulo Carvalho, Presidente da Associação dos Empresários Portugueses da Bélgica e Diretor Adjunto da edição do LusoJornal na Bélgica, foi eleito Presidente.

O primeiro Tesoureiro é Mário Castilho, Presidente da Associação Portuguesa Cultural e Social de Pontault Combault. Ainda numa fase de estudo e de fixação de objetivos, Mário Castilho começou por explicar a importância de pôr em rede as associações a nível internacional. “Confesso que inicialmente era mais a favor de um projeto federativo europeu, mas os nossos amigos do Brasil e da América estão muito implicados e têm vindo a fazer um trabalho formidável. Tornava-se assim mais legítimo ser um projeto mundial”. Mário Castilho refere também o número elevado de associações portuguesas em França que necessitam de maior coordenação entre elas. Cita o exemplo da Coordenação das coletividades portuguesas de França (CCPF) que não conseguiu responder às expetativas das associações. “Houve várias divisões e projetos modificados e foi pena. Esperemos que através da FAD, a França, com uma representitividade tão grande, possa encontrar o portavoz”. Segundo o Tesoureiro, cada país tem as suas experiências e dificuldades, mas juntos podem melhorar a troca de contactos e favorecer as atividades de cada associação. “Será um trabalho longo e difícil, pois, teremos que primeiro fixar os objetivos anuais e mensais para cativarmos o interesse das associações e entrarmos em parceria com as Câmaras de Comércio, empresas e bancos, para obrigarmos as Comunidades a comunicar umas com asoutras”. Porém Mário Castilho evoca o entusiasmo e a força de vontade de todos os membros em querer pôr a funcionar a Federação. “Vamos reunirmo-nos em fevereiro, em Portugal, para começarmos a definir os objetivos de cada um”, disse ao LusoJornal.

Por seu lado, o Presidente Paulo Carvalho, falou da criação de um site com 100 microsites de associações do mundo inteiro. “Inicialmente todos os elementos comprometeram-se a divulgar no seu país e cada um de nós tentará encontrar várias associações para o lançamento da plataforma”. Para a criação do site foi aberto um concurso para empresas especializadas nesse tipo de trabalho em Portugal. “Já recebemos várias propostas, mas nada foi decidido”.

27 associações inscreveram-se inicialmente, mas o objetivo é reunir as 100 para o lançamento da plataforma. “A FAD está a preparar uma campanha publicitária através dos medias, vamos distribuir flyers à nossa volta e tentar criar a maior base de dados sobre asassociações portuguesas espalhadas pelo mundo”, acrescenta. Segundo Paulo Carvalho, a Federação vai criar meios de forma a facilitar o contacto entre as associações, que visam um maior intercâmbio de atividades e troca de conhecimento entre as mesmas. “Vamos agendar seminários, promovidos pelos 27 elementos nos vários países, aos quais um dos elementos do corpo diretivo da FAD se irá deslocar de forma a explicar a mais valia de se associarem à Federação”, concluiu.

A Direção da FAD “reúne essencialmente aqueles que na diáspora trabalham, de forma voluntária e empenhada, na defesa e divulgação da cultura e da língua portuguesas. E que a partir de agora possam unir esforços para trabalhar em prol deste projeto, que é de extrema importância para o desenvolvimento do associativismo português a nível mundial”.